Floral
Lancôme
Lancôme: a rosa ou o emblema do luxo e da feminilidade à francesa
A casa Lancôme, originalmente Lancosme, nasceu em fevereiro de 1935 na rue du faubourg Saint-honoré, em pleno centro de Paris. Criada por Armand Petitjean, já rodeado de uma equipa próspera, a Lancôme posiciona-se desde o início como uma casa em que os perfumes seriam trunfos maiores e os produtos de beleza ou de maquilhagem grandes clássicos inovadores e totalmente glamorosos.
Os perfumes de Lancôme
Floral
Frutada
Floral
Floral
Floral
Floral
Floral
Floral
Floral
Oriental
Amadeirada
FloralA Lancôme encarna há já mais de 80 anos a elegância e a feminilidade à francesa, em que a rosa, símbolo da marca, assina e adorna todas as criações perfumadas.
Armand Petitjean, o visionário da Rue Saint-Honoré e criador da Lancôme
Armand Petitjean trabalhou em estreita colaboração com François Coty, que, aliás, lhe chamava o «Napoleão da perfumaria de luxo do século XX». Após a morte deste, Petitjean decidiu, para fazer frente às grandes casas de perfumaria americanas, criar a sua própria marca. Saiu, portanto, da Coty para fundar a sua empresa com uma equipa já experiente, composta pelos irmãos d'Ornano, especialistas em marketing, por Georges Delhomme, designer de frascos, e por Pierre Vélon, químico.
Em 1935 abre a casa Lancosme, cujo nome evoca um castelo do centro de França. No entanto, a grafia, embora muito francesa, como pretendia Armand Petitjean, depressa seria transformada em Lancôme, por facilidade e pelo desejo de se distinguir, «ô» quão elegante! Poucos meses após a abertura, a casa Lancôme conta já 5 criações perfumadas originais e opulentas, apresentadas na Exposição Universal de 1935 com os nomes Tropiques, Tendres Nuits, Kypre, Bocages e Conquête. Depois, logo em 1936, a fabulosa e talentosa equipa da Lancôme cria um antirrugas inovador e potente, Nutrix, que faria a glória da marca.
Os grandes perfumes e os grandes nomes da casa Lancôme
O primeiro grande sucesso da casa Lancôme em perfumaria é, naturalmente, o célebre «Ô», que nasce em 1969. Como uma cascata refrescante, «Ô» propõe uma fragrância cítrica, verde e floral, simultaneamente delicada e potente, uma verdadeira revolução para um perfume feminino numa época em que a frescura era até então masculina...
Depois, em 1978, a casa Lancôme apresenta um potente elixir oriental que se tornou mítico, «Magie Noire». Um magnífico amadeirado floral, refrescado por um toque frutado de botão de cassis, que seria o apanágio preferido da futura business woman dos anos 80.
Alguns anos mais tarde, a escolha de Isabella Rosselini, ícone do glamour e da beleza, para encarnar a casa Lancôme com o belo «Trésor», em 1990, assinala o incrível sucesso da casa Lancôme na esfera muito restrita das grandes casas mundiais. Segundo a Lancôme, para além dos valores da casa, que representa magnificamente e de que é a essência, Isabella encarna a ideia de uma beleza plena, sinónimo de bem-estar. Este belo perfume poético e perfumado, apelidado «Reine des roses», seria um dos perfumes mais emblemáticos da casa Lancôme, total ou quase totalmente dedicada a criar acordes inéditos ou inovadores em torno da sua rosa fetiche, tão cara ao criador Arnaud Petitjean.
Depois, os ícones de beleza cintilantes e radiosos não deixariam de promover a bela casa de sucessos notáveis com belos perfumes, como o cocktail floral «Poème» e o seu rosto da campanha Juliette Binoche, em 1995, o floral atalcado «Miracle», usado pela sublime Uma Thurman, em 2000, ou ainda o belo oriental, uma vez sem exemplo, «Hypnose», exalado pela bela canadiana Daria Werbowy, em 2005, o mesmo ano em que sairia (na realidade, voltaria a sair) «Climat», o floral verde original.
Orgulhosa dos seus sucessos incontestados e incontestáveis em perfumaria há já mais de 80 anos, a Lancôme assinou em 2012, certamente, mais um dos seus maiores sucessos com o fabuloso «La vie est belle», um concentrado de felicidade floral e frutado, levado ao céu por um rosto da campanha de renome, Julia Roberts. Presente em 160 países em todo o mundo e com 9 % da quota do mercado mundial da perfumaria, a venerável casa Lancôme de Arnaud Petitjean não acabou certamente de dar que falar.