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Rumeur
Lanvin

Composição

Rumeur

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A Lanvin lança Rumeur no regresso de férias de 2006, com o nome de um Rumeur de 1934, obra de André Fraysse. Francis Kurkdjian compõe uma versão sem ligação olfativa com a antiga: magnólia e aldeídos, flores brancas em torno do filadelfo, fundo de patchouli, almíscares e Ambroxan. O frasco, desenhado com Alber Elbaz, inspira-se num modelo antigo descoberto na feira da ladra.

A Lanvin anuncia magnólia, rosa branca, jasmim sambac, filadelfo, flor de laranjeira, lírio-do-vale, patchouli, almíscares e Ambroxan. A magnólia abre, com aldeídos, as flores brancas formam o coração e o fundo cabe ao patchouli, aos almíscares e ao Ambroxan.

O filadelfo, a que o inglês chama falsa laranjeira, tem, segundo a Osmoz, acentos de lírio-do-vale e de flor de laranjeira. A Osmoz descreve também uma magnólia facetada como a polpa de um fruto suculento, realçada por um toque vintage de aldeídos, e um patchouli depurado, quase limpo, associado aos almíscares.

Elena Vosnaki inclui Rumeur entre os chipres cor-de-rosa, expressão de Ayala Moriel para os chipres privados de musgo de carvalho: um floral atalcado, abstrato. Sente na abertura aldeídos frescos sob o filadelfo e uma magnólia de pétalas suaves, como velas brancas numa luz de fim de tarde.

Uma doçura almiscarada acompanha-os; notas amadeiradas, adensadas pelo Ambroxan, fecham a composição. O patchouli, presente também em Narciso Rodriguez for Her, continua para ela difícil de isolar num conjunto sensual e abstrato.

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