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Givenchy

L'Ange Noir Eau de Toilette

A Givenchy é uma marca que não se cansa de celebrar a beleza feminina em toda a sua complexidade. Foi assim que criou o perfume Ange ou Démon em 2006, que oferecia todos os contrastes da feminilidade num elixir à base de flores orientais.

Ano de lançamento
2017
Género
Mulher
Família olfativa
Oriental
Família secundária
Floral
Concentração
Eau de Toilette

Publicado em

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L'Ange Noir Eau de Toilette

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A história não tardou, por isso, a prolongar-se, dando origem em 2016 a uma fragrância da mesma linhagem, chamada L’Ange Noir. Graças ao seu sucesso, esta voltou a metamorfosear-se numa versão Eau de Toilette. Um olhar sobre esta nova fragrância de transparência enigmática.

O novo frasco da Givenchy

Na sua primeira versão, L’Ange Noir deslumbrou desde logo graças ao seu frasco. Este assentava, aliás, em toda a experiência do Stölzle Glass Group, um vidreiro cuja unidade de produção está sediada em França e cuja inventividade parece não ter limites. Com a criação de L’Ange Noir Eau de Toilette, este estojo de vidro conservou toda a sua sofisticação ao mesmo tempo que se metamorfoseou, como se tivesse sido subitamente tomado pela luz. L’Ange Noir Eau de Toilette manteve a forma volumosa e escultural do seu antecessor. Tem ângulos marcados e parece lapidado como um diamante. O conjunto trocou a lacagem negra de outrora por mais transparência. Do mesmo modo, o seu vaporizador sofisticado, que criava um efeito cintilante, desapareceu. Contudo, se a nova transparência joga com os reflexos da luz, esta é por vezes perturbada por algumas notas sombrias, como sugere o seu cabochão vaporizador. A questão mantém-se, pois, intacta: será L’Ange Noir Eau de Toilette realmente um perfume angélico?

L’Ange Noir Eau de Toilette, um perfume falsamente transparente

No plano olfativo, foi a talentosa perfumista Émilie Coppermann a encarregada de responder a esta pergunta. Figura muito inventiva, mantém-se sempre em sintonia com o espírito do tempo. Fascinada pelos odores desde a adolescência, vê em cada coisa uma fonte de inspiração. Alimenta-se sobretudo das suas trocas e das suas múltiplas viagens. Aqui, optou por conservar a nota principal de L’Ange Noir, a íris branca. Esta flor nobre e atalcada é uma das matérias-primas mais requintadas e mais caras de toda a paleta do perfumista. L’Ange Noir Eau de Toilette surge, assim, como um perfume de grande prestígio. A planta é aqui rodeada de peónia e sésamo, para um resultado muito elegante. Em contrapartida, toda esta composição assenta num contraste de claro-escuro. A abertura é particularmente límpida e aérea, associando a frescura da bergamota da Calábria a uma pera suculenta. Já o fundo se revela mais sombrio e estruturado, combinando na perfeição o patchouli, o cedro, o sândalo e o almíscar. O resultado é um perfume absolutamente fascinante, do qual não se saberia dizer se é mais anjo ou demónio.

Pirâmide olfativa

  1. Notas de topoOs primeiros minutos
  2. Notas de coraçãoO coração do perfume
  3. Notas de fundoO que permanece

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