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Jaïpur Homme Eau de Parfum

Jaïpur Homme é o oriental especiado da Boucheron, composto por Annick Ménardo e lançado em 1997. O joalheiro da place Vendôme vai buscar o cenário à Índia dos marajás: bergamota e cravinho na abertura, canela, noz-moscada e violeta no coração, baunilha e âmbar no fundo. O frasco retoma esses códigos, com godron dourado e cabochão azul-safira.

Jeanne Doré (Auparfum) vê nele um fougère atalcado sem rugas; Varanis Ridari (The Scented Devil) inclui-o entre os orientais de barbearia mais bem conseguidos.

O que diz a crítica

Auparfum, 30 de abril de 2008

Jeanne Doré confessa uma afeição particular pela versão masculina de Jaïpur, que considera de uma beleza simples e rara e que, a seu ver, atravessou a primeira década sem ganhar rugas.

Ouve nele um fougère atalcado que bebe nos clássicos Brut ou Paco Rabanne pour Homme, mas que inventa uma identidade própria através de notas especiadas e balsâmicas, de onde lhe vem o acento orientalista.

A abertura, na sua leitura, vem da bergamota, do limão e do gerânio, rapidamente sacudidos por um sopro aquecedor de cravinho, cardamomo e canela.

The Scented Devil, 17 de novembro de 2019

Varanis Ridari parte de uma constatação: depois de Boucheron pour Homme em 1991, a casa já não procura fazer mais elegante, visa o conforto limpo. Annick Ménardo entrega um híbrido de fougère de barbearia e oriental rico.

Situa-o entre Aramis JHL e Obsession for Men de um lado, Canoe e Wild Country do outro, e assinala a ausência de lavanda. Em Eau de Parfum, considera-o um dos híbridos orientais mais bem vestidos que já cheirou.

Adverte que a descida dos citrinos para as flores é rápida e que o essencial se decide no fundo: é aí que, segundo ele, o perfume deve ser julgado.

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