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Diva Eau de Parfum

Emanuel Ungaro lança Diva em 1983: é o primeiro perfume da sua casa, que dedica às mulheres. Jacques Polge, da Chanel, assina a fórmula, com François Demachy segundo a crítica. Chipre oriental para a casa, reúne nas notas de topo aldeídos, citrinos, especiarias e tuberosa, no coração rosa, íris, narciso e ylang-ylang, no fundo mel, patchouli, âmbar e sândalo.

Para Jeanne Doré, do Auparfum, Diva é um tesouro escondido dos anos 1980, um grande chipre de culto, sensual sem agressividade, complexo e coerente.

O que diz a crítica

Um chipre lírico

A 8 de dezembro de 2008, Jeanne Doré dedica a Diva uma crítica para o Auparfum. Vê nele um tesouro escondido da perfumaria dos anos 1980, que tem a presença e a envergadura de um grande chipre de culto e que não lhe parece ter sido desfigurado por uma reformulação.

A abertura, muito vintage, joga com uma mandarina aldeídica e saponácea, rapidamente invadida por um bouquet floral especiado, rico e aveludado. A rosa e a tuberosa envolvem-se aí num mel ceroso, realçadas por cardamomo, coentros e cravo.

O que a impressiona é uma cremosidade atalcada, densa e aérea, que atribui às notas de íris, aos almíscares, ao musgo e às madeiras. Lê nele um perfume de femme fatale, sensual sem ser agressivo, complexo e coerente, nascido, segundo ela, nas melhores condições de criação, na Chanel.

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