
Antaeus, o herói da Chanel. Em 1921, quando a Chanel lança o N 5, o sucesso é fulgurante. Desde então, a Chanel deu origem a numerosos perfumes de culto e brilhantes, e a fama da marca já não precisa de ser demonstrada.
Lançado em 1981, «Antaeus» simboliza o herói moderno da Chanel. Antaeus é uma personagem da mitologia grega. Filho de Poseidon e de Gaia, Antaeus é meio deus, meio homem e tinha a reputação de despojar todos os estrangeiros que passavam pelas suas terras. Antaeus foi morto por Héracles, mas nem por isso deixou de ser um herói… Graças à casa Chanel, Antaeus regressa sob a forma de um herói dos tempos modernos. Ao mesmo tempo forte e sensível, «Antaeus» é a fragrância de um homem resolutamente contemporâneo, sensual e viril.
Jacques Polge na origem do herói dos tempos modernos da CHANEL
Foi Jacques Polge, perfumista oficial da época, quem imaginou a composição de «Antaeus». Em 1978, Jacques Polge sucede a Henri Robert, o pai do N° 19. Nessa época, a fasquia está alta e Jacques Polge imagina criações mais modernas, até audaciosas, que recordam o espírito de Gabrielle Chanel. Jacques Polge é um homem discreto que não gosta de falar de si. Jacques Polge é o terceiro nariz da casa Chanel, nariz que transmite em segredo a composição do mítico «N° 5». Jacques Polge conseguiu perpetuar o legado da casa Chanel mantendo o espírito insuflado por Mademoiselle. Devem-se-lhe perfumes excecionais como «N° 19 Poudré», «Coco Mademoiselle» ou ainda «Chance». Hoje, Jacques Polge reformou-se e é o seu filho Olivier Polge quem lhe sucede nas criações Chanel… Um talento que se transmite pelos genes…
Antaeus, uma composição perfumada feita de contrastes
«Antaeus» é um perfume de carácter. Jacques Polge conseguiu criar uma composição de dualidade entre força e ternura. «Antaeus» é o resultado de uma alquimia perfeita entre notas aromáticas, misturadas com um acorde de couro, o conjunto realçado por especiarias. «Antaeus» abre com uma associação de notas aromáticas e herbáceas, com a presença da mirra e da salva-esclareia, ambas sublimadas pela lavanda dos Altos Alpes. Importa saber que a lavanda é o emblema da Provença. Explorada primeiro em estado selvagem, a lavanda passou a ser cultivada e comercializada a partir do final do século XIX. Em perfumaria, utiliza-se a essência de lavanda. Esta é obtida por destilação a vapor de água das flores acabadas de cortar. Em perfumaria, a lavanda é utilizada essencialmente em composições masculinas. Liberta tonalidades herbáceas, aromáticas, balsâmicas e muito masculinas. O coração de «Antaeus» é surpreendentemente feminino e conjuga a beleza da rosa e a opulência do jasmim, notas geralmente femininas. Por fim, o fundo pretende-se potente, quente e sensual, pois associa a madeira de sândalo, o patchouli e a esteva-ládano. Um acorde couro vem então sublimar o todo, conferindo ao conjunto uma força tórrida.
«Antaeus» é um dos grandes sucessos de Jacques Polge. A composição feita de carácter e de contrastes oferece uma essência masculina simultaneamente potente, viril, sensível e sensual… Uma fragrância para os heróis dos tempos modernos.
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