Amadeirada
Balenciaga
Balenciaga: o costureiro do célebre drapeado assina belas fragrâncias florais ou orientais
O célebre estilista espanhol marcou a moda do século XX ao trazer-lhe volumes e drapeados, irreverência e originalidade. Cristobal Balenciaga abre a sua primeira casa de alta-costura em Espanha em 1918. Refugiado em Paris em 1937, o costureiro apresentará modelos coroados de sucesso, que cedo serão acompanhados de belos perfumes.
Os perfumes de Balenciaga
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Floral
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AmadeiradaA Maison Balenciaga perdurará após a partida do seu criador; será, contudo, preciso esperar pelo novo milénio para que reencontre, finalmente, o génio criativo e audacioso dos seus primórdios, tanto na alta-costura como na perfumaria...
Quando Balenciaga, o arquiteto extravagante da costura, cria perfumes...
Cristobal Balenciaga iniciou, logo aos 12 anos, a sua aprendizagem numa casa de alta-costura de Espanha, o seu país de origem. Talentoso e criativo, Balenciaga não tardará a ser notado pelos grandes nomes da moda parisiense dos anos 20, como Coco Chanel ou Elsa Schiaparelli. Fascinado pelo talento destas grandes senhoras, Balenciaga montará e desmontará os seus modelos para compreender a sua construção, o que lhe permitirá, mais tarde, jogar com os volumes, criando arquiteturas complexas de alta-costura.
Cristobal Balenciaga abrirá a sua primeira casa de costura em 1918 em San Sébastian; a guerra civil espanhola obrigá-lo-á, porém, a fugir do seu país e a refugiar-se em Paris, onde, por ironia do destino, se tornará o favorito dos grandes deste mundo. As estrelas acorrem ao 10 avenue de Montaigne, a agora célebre casa do costureiro desde 1937, e, para responder às expectativas da sua clientela, a linha Balenciaga Parfums verá a luz do dia em 1947.
Os perfumes Balenciaga e o vento de renovação de Nicolas Ghesquière
«Le Dix», lançado em 1947, o primeiríssimo perfume da perfumaria Balenciaga, apresenta belos aromas florais e atalcados, oferecendo ao mesmo tempo um rasto profundo e animal. Encimado por uma tampa clássica e vistosa, «Le Dix» distingue-se pela sua aparência e pela sua fragrância elegante e cintilante de feminilidade, que permanecerá um grande clássico da perfumaria moderna, embora hoje tenha desaparecido.
Forte do sucesso deste primeiro perfume, a Balenciaga lançará em 1948 o belo floral «La Fuite des Heures», depois o sensual e ultrafeminino «Quadrille» em 1955 e, por fim, em 1962, «Eau de Balenciaga».
Em 1968, Balenciaga fecha a sua casa de Paris e a marca Balenciaga subsistirá apenas através dos seus perfumes ou de linhas de vestuário. Sempre concebidos com cuidado, os perfumes Balenciaga deixarão, porém, de ser habitados pelo génio do seu criador Cristobal, o que os tornará menos célebres. Algumas exceções virão, contudo, alterar este quadro, como o lançamento em 1971 do fougère «Ho Hang» ou ainda o aparecimento em 1994 do magnífico oriental «Talisman».
Será preciso esperar pelo ano de 1998 e pela nomeação de Nicolas Ghesquière para que a casa de alta-costura Balenciaga recupere as suas belas cores extravagantes e o esplendor da sua criatividade. Também os perfumes Balenciaga serão tocados por esta renovação: o lançamento do belo, rico e complexo «Cristobal» em 1998, perfume de homenagem ao criador, marcará esta nova linhagem perfumada.
Depois de uma versão masculina de «Cristobal», surgirá em 2010 o luminoso e tão floral «Balenciaga Paris», protagonizado, como um regresso às altas esferas da moda, por uma Charlotte Gainsbourg cintilante e arrebatadora. Em seguida, a Balenciaga apresentará belas fragrâncias complexas e originais a cada novo ano: em 2011 «Le Parfum Balenciaga Paris L’Essence», em 2012 o surpreendente e explosivo «Florabotanica», em 2013 a apaixonada «La Fragrance L’Eau Rose». Em 2014, a Balenciaga e o seu genial criador Ghesquière apresentarão uma rosa trabalhada em todas as suas facetas no floral especiado e potente «Rosabotanica».