
Há perfumes que nunca cansa redescobrir. É isso que lhes permite perdurar ao longo das épocas. Foi esse, nomeadamente, o caso de Vent Vert, da casa Balmain. Nascido em 1947, não deixa de deslumbrar pela sua concentração invulgar de gálbano.
Vent Vert, a referência intemporal da Balmain
O grande clássico da Balmain
Vent Vert é incontornável na perfumaria, e não é por acaso… Nasceu na primavera de 1947, simbolizando por isso na perfeição o período do pós-guerra. Encarna, neste caso, a renovação criativa que se seguiu a anos muito sombrios. É sinónimo da extraordinária vontade de viver da população francesa dessa época. Com efeito, Pierre Balmain marcou verdadeiramente a história da alta-costura nesse momento, e foi assim que decidiu acompanhar as suas criações com um perfume muito fresco. Além disso, Vent Vert é a primeira fragrância da marca. Trata-se de uma composição insolente e viva, impetuosa e vivaz. Evoca a vida ao ar livre e o fim de semana no campo. Faz pensar nas férias. Bastaria quase fechar os olhos para se imaginar perdido num bosque ou à beira de uma magnífica cascata. O seu encanto não deixou, assim, de seduzir os seus contemporâneos. No entanto, o mais surpreendente é que esta fragrância com quase 70 anos continue particularmente em voga nos dias de hoje. Com efeito, Vent Vert não envelheceu e continua a encantar mulheres de todas as idades. Combina tanto com um vestido de noite como com roupa desportiva.
O aroma muito fresco de Vent Vert
Vent Vert foi criado por uma das perfumistas mais reputadas do mundo, Germaine Cellier. Como o nome deixa adivinhar, Vent Vert propõe uma evasão muito natural e autêntica. Abre com um sopro fresco que associa limão, bergamota e manjericão. O seu aspeto floral vem, por sua vez, do jacinto e do lírio-do-vale. Estas duas flores leves são enriquecidas com tonalidades aromáticas de salva. No entanto, é o gálbano que aqui está em destaque. Com efeito, esta planta originária do Irão está doseada a 8 %, um recorde nunca igualado. Trata-se de um ingrediente de odor muito potente, semelhante ao da terra húmida, sendo por isso habitualmente trabalhado em quantidades muito reduzidas. Contudo, a sua frescura incisiva nada tem aqui de incómodo, muito pelo contrário. Associa-se a junquilho, néroli, rosa, frésia, ylang-ylang, íris e violeta. Estas tonalidades muito femininas são contrabalançadas por um acorde mais amadeirado e mais sombrio, assente sobretudo em vetiver, madeira de sândalo, cedro, musgo de carvalho, âmbar e almíscar. Em suma, Vent Vert é um perfume que se afirma sem rodeios e que propõe um aroma intenso e particularmente potente.
Eau de Toilette Vent Vert da Balmain
Vent Vert, o perfume da primavera, capturado num frasco.
1947 em Cannes, o Festival… Uma atmosfera especial sopra sobre a Croisette, um desejo de natureza e de liberdade: assim nasce Vent Vert. Primeiro êxito da casa Balmain, Vent Vert é também o primeiro floral verde da perfumaria: é a nobreza do gálbano, usado em sobredosagem pela primeira vez na história, que lhe dá esta tonalidade característica. Uma ousadia para a época! A aliança de hesperídeos e manjericão, a delicadeza de um coração floral, o rasto amadeirado: cada acorde vem reforçar este insolente sopro verde.
Este perfume mítico surge num novo frasco de linhas geométricas, fiel ao espírito arquitetónico das criações Balmain.
Notas de topo: gálbano, limão, lavanda, manjericão
Notas de coração: lírio-do-vale, jasmim, rosa
Notas de fundo: sândalo, musgo de carvalho, cedro
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