
Silences de Jacomo, uma suave sinfonia floral. A Jacomo é a história de uma cumplicidade, de uma amizade e de desejos partilhados. James Kaplan, norte-americano, e Gérard Courtin, francês, decidem abrir uma loja de acessórios em couro na 5.ª avenida de New York, a que chamam Jacomo.
O perfume do silêncio segundo a Jacomo. A casa de perfumaria Jacomo Paris foi criada por iniciativa de Gérard Courtin em 1965. Este homem, associado aos maiores produtores e perfumistas de Grasse, passaria a criar perfumes que aliam o saber-fazer francês e a modernidade americana, como a primeiríssima fragrância lançada, Chicane, ou ainda Eau Cendrée. Com Silences, a casa Jacomo renova o género oriental, acrescentando-lhe flores mais clássicas para fazer explodir a sua bela feminilidade feita de contrastes.
O que diz a crítica
Entre aromas clássicos e acordes decididamente modernos, Silences ressoa com força…
Gérard Courtin, criador de perfumes que esteve na origem da casa Jacomo Paris, nunca o escondeu: é em New-York, a cidade que nunca dorme, que vai buscar a inspiração para a criação dos seus perfumes. Contudo, embora as suas ideias sejam particularmente inovadoras, prefere recorrer ao saber-fazer tradicional francês nas suas explorações olfativas. Chicane e Eau Cendrée são muito representativos desta mestiçagem entre passado e presente; Silences, lançado em 1978, assentará exatamente nos mesmos critérios.
É que o belo Silences nada tem de um perfume que se cala; pelo contrário, é uma explosão de sensualidade e de feminilidade. Aliás, foi composto por Gérard Goupy, um perfumista habituado a oferecer rastos potentes, como o fabuloso Climat ou o envolvente Magie Noire, ambos perfumes da casa Lancôme. Uma escolha de perfumista que expõe, portanto, Silences a uma certa tomada de posição olfativa…
No entanto, por muito opulento que seja Silences, sem medo das palavras, explora também com as suas doçuras sensuais todas as delicadezas íntimas da feminilidade, todos os aromas que as mulheres guardam nos seus silêncios, silêncios que dizem muito…
Segundo a Jacomo, Silences é um perfume perturbador, clássico e ao mesmo tempo terrivelmente moderno; as palavras pouco importam, e o seu rasto diz muito sobre o requinte, a segurança e o magnetismo da mulher que o usa.
Silences de Jacomo e os seus opulentos acordes florais e verdes
Silences, como todos os perfumes da casa Jacomo, foi elaborado com a preocupação constante de uma elevada qualidade das matérias-primas utilizadas. Aliás, o fundador da casa sempre quis trabalhar, desde o início, com os produtores de flores de Grasse para obter os mais belos aromas nas suas fragrâncias. Facto raro, os perfumes Jacomo são mesmo fabricados há 35 anos em Deauville, em França.
Silences abre com um cocktail dinâmico e verde, composto em torno das notas cítricas de limão e bergamota e das notas nervosas e vegetais do gálbano. A flor de laranjeira, suave e tão luminosa, abre as portas do seu coração absolutamente divino, onde rosas, lírios-do-vale e jacintos rivalizam em beleza para enfeitiçar. Uma bela íris vem tornar o conjunto atalcado. Por fim, a madeira de cedro, o sândalo e o musgo de carvalho conferem às profundezas a sua densidade enigmática, enquanto os almíscares brancos as encerram numa nuvem sedosa.
Segundo a Jacomo, Silences, de 1978, é um floral verde sofisticado, sereno e sensual, um perfume que se aprecia em silêncio, como um elogio.
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