Nahéma
Nahéma: Jean-Paul Guerlain e a mulher ideal. A filha do fogo criada por Jean-Paul Guerlain em 1979 sob o suave nome de Nahéma joga com os esplendores orientais para melhor exalar a sua fragrância ultrafeminina, saturada de rosas.
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Se o coração de flores opulentas poderia eventualmente lembrar alguns traços de «Chamade», lançado 10 anos antes, as notas sensuais e envolventes de Nahéma propõem um novo capítulo das aventuras perfumadas da rosa que, pela primeira vez, oferece à mulher sensual a sua faceta melada.
«Nahéma» ou o mito da mulher de dois rostos...
Com a tão fabulosa Guerlinade, desenvolvida no início do século por Jacques Guerlain, a venerável casa de perfumaria impôs-se como mestra dos perfumes orientais e sensuais, e por vezes esquece-se demasiado que esta famosa Guerlinade não é apenas um concentrado de algumas matérias-primas amadeiradas e animais profundas, escolhidas a dedo. Porque é também, mais simplesmente, A composição perfumada de eleição de Jacques Guerlain, na qual múltiplas matérias-primas participam nesta alquimia mágica, entre elas a rosa.
Esta rosa que, segundo a célebre nariz Sylvaine Delacourte, resulta de um cocktail de óleos essenciais próprio da Guerlain, destinado a criar um padrão Guerlain – uma assinatura muito identificável – e também a assegurar, de ano para ano, uma qualidade constante. Esta assinatura emblemática permite elaborar as mais belas composições; contudo, segundo a especialista, Nahéma e a sua rosa fragmentada em mil e uma flores seriam impossíveis de reproduzir: se Nahéma tivesse de ser criado hoje, seria impossível, tantas são as «rosas» presentes neste perfume. Nahéma, a doce irmã gémea de Mahane de temperamento ardente, tal como é descrita no conto oriental, é, portanto, absolutamente única.
Aliás, a comunicação publicitária em torno da sensual e envolvente Nahéma recorre a estes elementos para criar um universo oriental totalmente onírico e colorido de mil fogos. A tal ponto que, numa das imagens, o frasco de Nahéma surge rodeado de chamas...
Esta mulher, ao mesmo tempo angélica e terna, mas também enigmática e apaixonada, será simbolizada por Nahéma, o perfume em que os contrários se atraem...
A feminilidade na beleza das suas diferentes facetas e o seu perfume «dual»
O frasco do tão elegante oriental floral Nahéma apresenta-se numa forma de vidro bastante masculina (sem dúvida os primórdios da mulher libertada, à garçonne), mas exibe uma tampa de cristal que lembra, a ponto de se confundir, uma rolha de champanhe para uns e a bola de cristal da mulher oriental para outros.
Nahéma abre com notas de topo de bergamota e mandarina, acompanhadas de uma rosa fresca e verde, criando a primeiríssima nota de damascona. Depois, o coração deixa finalmente transparecer a rosa melada e estonteante (construída a partir de rosa damascena e rosa de maio) que se esperava, para melhor desabrochar no aveludado da nota de pêssego e espalhar-se entre os tentadores maracujás. O lírio e o jacinto muito verde trazem o seu toque de frescura. Por fim, o sândalo e o patchouli, acompanhados, como convém, de baunilha e fava-tonka, acabam de seduzir os homens curiosos por terem sentido esta doce fragrância numa mulher forte e determinada.
Segundo a Guerlain, Nahéma representa as duas faces do eterno feminino: a mulher ao mesmo tempo provocante e generosa; Nahéma reconcilia paixão e ternura, provocação e entrega de si.
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