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Oud Eau de Parfum

Com Oud, Francis Kurkdjian construiu em 2012 uma Eau de Parfum em torno da madeira de oud do Laos, que aborda com uma sensibilidade ocidental. Este amadeirado ambarado abre com açafrão e elemi, reúne o oud e o cedro do Atlas no centro e fecha com patchouli. A casa pretende-o simultaneamente masculino e feminino.

A crítica elogiou um oud à ocidental, mais polido do que os ouds de tradição, cujas notas de topo de açafrão surpreendem antes de um fundo quente e suave; uma voz mais severa encontrou nele demasiado pouca madeira de agar.

O que diz a crítica

Um oud domado

Mark Behnke, chefe de redação da ÇaFleurBon, viu em Oud uma criação que começa por desconcertar: a estranheza da abertura vem, segundo ele, do açafrão e do elemi, e não do oud. O perfume acalma-se num calor suave, com duração e rasto médios.

Persolaise considera que o perfume merece o nome: o oud mantém-se reconhecível, os seus aspetos animais são atenuados, e tanto o cedro como o elemi prolongam as suas facetas secas e apimentadas.

Assinala também um toque de citrinos nas notas de topo e um almíscar açucarado muito presente, que, segundo ele, roça o amaciador de roupa, e julga o equilíbrio entre estes dois registos notavelmente conseguido.

Uma leitura mais severa

A crítica do blogue Kafkaesque descreve sobretudo flores, um açafrão açucarado e um almíscar ensaboado, com apenas um vestígio de madeira de agar, e estranha não reencontrar no uso a lista de notas anunciada pela casa.