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Timbuktu surge em 2004, segunda escala da coleção de viagem da L’Artisan Parfumeur. Bertrand Duchaufour compô-lo no regresso de uma estada no Mali, a partir do wusulan, ritual perfumado que as mulheres malianas transmitem de mãe para filha. Manga verde e pimenta-rosa abrem para uma flor de karo karoundé rara em perfumaria, que o incenso, o papiro e o vetiver envolvem em fumo.

Ano de lançamento
2004
Perfumista
  • Bertrand Duchaufour
Género
Unissexo
Família olfativa
Amadeirada
Concentração
Eau de Toilette
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Timbuktu

Onde comprar

A L’Artisan Parfumeur lança Timbuktu em 2004. A fórmula é de Bertrand Duchaufour, já autor de Méchant Loup para a casa, que a trouxe de uma viagem à África Ocidental.

O wusulan

O wusulan é um ritual maliano de perfumar o cabelo e a pele, transmitido de mãe para filha, ao qual se atribui o poder de atrair o amor. A casa faz dele o ponto de partida do perfume e invoca a etimologia da palavra, per fumum, através do fumo.

Uma coleção de viagem

A criação é a segunda de uma série que a casa dedicou a lugares longínquos. Figura hoje em La Collection, o conjunto em que a casa reúne os seus intemporais, ao lado de Mûre et Musc e de Histoire d’Orangers.

Uma flor nunca utilizada

O karo karoundé, arbusto florido da África Ocidental, seria utilizado em perfumaria pela primeira vez aqui, segundo a casa. Esta descreve-o como selvagem e carismático e atribui-lhe o nome científico, Leptactina senegambica.

O que a casa diz hoje

A sua página europeia destaca apenas três matérias-primas – pimenta-rosa, karo karoundé, vetiver – e inclui a fragrância entre as suas criações unissexo. Vende-se a 170 euros os 100 mililitros, ao mesmo preço de Dzongkha, outra criação de Bertrand Duchaufour para a casa.

Pirâmide olfativa

  1. Notas de topoOs primeiros minutos
  2. Notas de coraçãoO coração do perfume
  3. Notas de fundoO que permanece

O que diz a crítica

Victoria Frolova destaca a irradiação de uma madeira seca em que o conhaque teria o brilho do champanhe; Michelyn Camen vê nele, onze anos depois, um ponto alto de Bertrand Duchaufour na L’Artisan.

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A publicidade

Sem rosto da campanha nem filme

Não se conhece nenhuma campanha para Timbuktu: nem rosto, nem filme, nem fotógrafo identificado. A casa fez assentar o lançamento na sua narrativa africana.

A L’Artisan Parfumeur não realizou nenhuma campanha publicitária para Timbuktu. Nenhum rosto da campanha, nenhum filme, nenhum fotógrafo nem diretor artístico é identificado, nem em 2004 nem desde então.

O que deu a conhecer a fragrância foram a narrativa e as críticas: o ritual maliano, a viagem do perfumista e os artigos que a CaFleureBon lhe dedicou em 2015 e em 2019, acompanhados de sorteios organizados com a casa. Daí não resulta nenhum crédito publicitário.

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