
Jicky é o perfume que Aimé Guerlain cria em 1889 e que a casa apresenta como o primeiro perfume moderno, um dos primeiros a utilizar a vanilina e a cumarina. Este fougère ambarado opõe a frescura de uma lavanda alimonada e de um acorde de bergamota, lavanda e alecrim ao calor das madeiras e da baunilha, e esbate a fronteira entre feminino e masculino.
Victoria Frolova vê em Jicky um clássico intemporal e notavelmente moderno, mas considera a versão reformulada uma desilusão, com um fundo que se tornou mais limpo.
O que diz a crítica
Um clássico moderno
Para Victoria Frolova, que dedica em 2005 uma crítica no Bois de Jasmin ao Jicky de antes e depois da reformulação, o perfume é simultaneamente um clássico intemporal e uma criação notavelmente moderna.
Descreve um carácter sustentado por uma nota aromática efervescente de lavanda, bergamota, tomilho e alecrim, oposta ao almíscar, à civeta e à baunilha.
A reformulação
Entre os clássicos da Guerlain reformulados, Jicky é para ela a principal desilusão: o acorde animal e almiscarado assentava em almíscares nitrados e numa civeta natural, entretanto substituídos, e o fundo tornou-se mais limpo.
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