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Santos
Cartier

Opiniões

Santos

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Santos é o primeiro perfume masculino da Cartier, lançado em 1981 em homenagem a Alberto Santos-Dumont, o aviador brasileiro para quem a casa tinha desenhado um relógio de pulso. Lavanda, manjericão e bagas de zimbro abrem um amadeirado aromático que a noz-moscada e o vetiver tornam mais espesso, antes de um fundo de patchouli, sândalo, cedro e baunilha. A Cartier continua a vendê-lo em Eau de Toilette.

Varanis Ridari considera Santos um amadeirado musgoso sóbrio de 1981, menos exuberante do que os seus contemporâneos, e recomenda-o sem reservas.

O que diz a crítica

The Scented Devil, Varanis Ridari, 15 de novembro de 2019

Varanis Ridari situa Santos entre os lançamentos de 1981 que se mantiveram à margem do alarido de Kouros ou de Antaeus, e atribui-lhe um efeito duradouro na perfumaria masculina da década. Descreve uma abertura de lavanda, manjericão e bergamota, de início próxima do barbear, até à chegada do cominho e da noz-moscada, que lhe conferem um grão mais sombrio do que qualquer fougère de barbearia. Sândalo e cedro vêm secar o patchouli, sob um musgo de carvalho que considera a marca das produções antigas. Julga as versões recentes satisfatórias e o perfume talhado para o traje escuro, nunca para a exibição.