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Black Opium

Black Opium: entre sofisticação e originalidade. Um perfume à imagem de Yves Saint-Laurent. À imagem do sedutor costureiro e perfumista Yves Saint-Laurent, Black Opium, lançado em 2014, propõe uma mistura de sofisticação e de matérias-primas em bruto, de elegância e brutalidade suave, de luzes douradas de jasmim e de flor de laranjeira e de sombrios caminhos olfativos de café.

1977: Yves Saint-Laurent cria um perfume chamado Opium. Gerador de numerosas polémicas, evocava uma planta ilícita e destinava-se a uma mulher singular, tão chique quanto descontraída, que aliava elegância e inteligência espontânea. Depois, em 2014, a história repetiu-se e deu o retrato de uma nova mulher, mais andrógina e despreocupada do que antes. A fragrância em questão chama-se, desta vez, Black Opium. Hoje considerada um verdadeiro ícone da perfumaria, cativa pelo seu aroma gourmand e oriental. O que explica, então, tamanho sucesso? Segue-se a nossa opinião sobre ela.

O que diz a crítica

Black Opium, o perfume de uma mulher livre

Antes de mais, se as mulheres mostram tamanho entusiasmo pelo perfume Black Opium, é provavelmente graças à sua filosofia e à mensagem que transmite. Segundo esta, a vida é demasiado curta para não decorrer segundo os nossos desejos. Seguir o instinto, assumir a singularidade e quebrar os códigos: eis o que defende a casa Yves Saint-Laurent. Black Opium dirige-se a uma mulher independente, que brinca com o perigo e gosta de viver a vida no superlativo. Para as mulheres carismáticas e sedutoras, este perfume é feito à medida! Black Opium é uma fragrância feminina vibrante e viciante, que se usa como um arrepio a percorrer o corpo ou uma descarga de adrenalina!

Black Opium, um café floral surpreendente

Se a mensagem é sedutora, note-se que a fragrância de Black Opium o é igualmente. Com efeito, trata-se do primeiríssimo café floral da história, capaz de dar um verdadeiro estímulo no dia a dia. Trabalhada em claro-escuro, esta fragrância possui uma energia inaudita. O seu ramo de flores brancas eletriza-se, revelando uma feminilidade afirmada e indomável. O acorde de café negro surge logo na abertura, antes de ser substituído por uma luminosa flor de laranjeira. Pouco a pouco, o conjunto escurece num rasto mais amadeirado de cedro e de patchouli. Para o tornar ainda mais viciante, uma baunilha gourmand insinua-se nas notas de fundo. Formidavelmente orquestrado, Black Opium não passa despercebido e apresenta uma excelente duração.

O sedutor frasco cintilante de Yves Saint-Laurent

Por fim, igualmente atraente, o seu frasco cintila de lantejoulas. A sua cor negra é cortada por um coração incandescente. Uma vigia abre-se sobre o seu coração, como que para deixar entrever todo o desejo que contém. Tão tentador quanto perturbador, este frasco parece ter vestido o seu traje de noite. A sua textura cintilante revela-se muito feminina. A partir daí, Black Opium torna-se um objeto de desejo absoluto. Muito atual, possui um não sei quê inegavelmente urbano. Por si só, evoca a cidade, a noite e a feminilidade… A partir daí, tudo se torna possível e a tentação atinge o seu auge!
Note-se, aliás, que é precisamente esta imagem que é trabalhada nas publicidades de Yves Saint-Laurent, sempre muito cuidadas, o que só contribui para o sucesso desta fragrância de culto.