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Athénaïs
Parfums de Marly

Composição

Athénaïs

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Athénaïs entra em 2026 na coleção Les Signatures da Parfums de Marly e toma o nome da marquesa de Montespan, favorita de Luís XIV. Julien Sprecher confronta nele duas notas contrárias, o néroli e a fava-tonka, trabalhada em absoluto e em resinoide: néroli, bergamota e yuzu nas notas de topo, flor de laranjeira e jasmim nas notas de coração, fava-tonka, baunilha e Ambrox nas notas de fundo.

A casa divide Athénaïs em três níveis: néroli, bergamota e yuzu nas notas de topo; flor de laranjeira e jasmim nas notas de coração; fava-tonka, baunilha e Ambrox nas notas de fundo. O Ambrox é o nome comercial de uma molécula de odor ambarado.

A descrição inglesa da casa detalha as matérias-primas: essências de néroli, de bergamota e de yuzu; absolutos de jasmim sambac e de flor de laranjeira, aos quais se junta o Mahonial; absoluto e resinoide de fava-tonka, acompanhados de um acorde de baunilha e de um acorde ambarado.

A fava-tonka figura, portanto, duas vezes. Segundo a Luxsure, o resinoide, obtido por maceração, conserva nuances amadeiradas e melosas, ao passo que o absoluto, aligeirado por destilação molecular, revela uma faceta amendoada e aérea; o primeiro ancora o rasto, o segundo fá-lo respirar.

O néroli, obtido por hidrodestilação, dá uma essência floral e alimonada, menos opulenta do que o absoluto de flor de laranjeira, o seu correspondente no coração. Ambos provêm da laranjeira-amarga em flor: destilação para o néroli, extração para o absoluto.

Sophie Normand julga perceber também mandarina, petitgrain, Veltol e Cashmeran, que a casa não declara. Estas impressões de crítica ficam fora dos níveis, tal como o Mahonial e o acorde ambarado, que não figuram na pirâmide olfativa publicada pela casa.

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