
Ambre Sultan nasce em 1993 na Serge Lutens, a partir de um pedaço de cera de âmbar comprado nos souks de Marraquexe e esquecido durante anos numa caixa de tuia. Christopher Sheldrake assina a fórmula: ervas secas, coentros, orégãos, louro e murta, sobre um âmbar de esteva, benjoim e baunilha, apoiado no patchouli e no sândalo. A casa inclui-o na sua Collection noire.
A casa resume Ambre Sultan como uma Eau de Parfum ambarada com notas de baunilha e de patchouli, e Serge Lutens atribui o seu carácter à esteva e à baunilha. Não publica uma divisão por níveis; os críticos, por seu lado, descrevem uma abertura de ervas, um meio de âmbar e um fundo amadeirado e abaunilhado.
Topo
As críticas concordam numa abertura de ervas secas, coentros, orégãos, louro e murta. Elena Vosnaki (Perfume Shrine) sente sobretudo o louro e a murta, como ervas aquecidas ao sol num solo pedregoso; Victoria Frolova (Bois de Jasmin) compara o seu brilho a sal lançado sobre chocolate.
Coração
O âmbar ocupa o meio da composição. Uma antiga apresentação da casa descrevia-o como um âmbar clássico, atalcado e abaunilhado, feito de benjoim do Sião, estoraque e bálsamo de Tolu, fundidos com ládano de esteva; Elena Vosnaki vê estas resinas arredondar o conjunto.
Fundo
Na mesma apresentação, a raiz de angélica, a madeira de sândalo e a folha de patchouli suavizam o todo. Kevin (Now Smell This) encontra no fim da evolução um âmbar mais clássico: uma baunilha pouco doce, um almíscar discreto, o sândalo, o benjoim, que tende para o incenso, e um patchouli sem nota de cacau.
O que fica de fora
A canela e o cominho, por vezes associados a Ambre Sultan, não surgem nem nas descrições da casa nem nos críticos citados. O estoraque, mencionado pela antiga apresentação da casa, e a mirra, citada por Elena Vosnaki, ficam em segundo plano face às notas principais.
O que declara o rótulo
A casa publica para Ambre Sultan uma lista de vinte e cinco ingredientes. Depois do álcool, da água e do perfume, figuram dois filtros anti-UV, o butyl methoxydibenzoylmethane e o ethylhexyl methoxycinnamate, um antioxidante, o BHT, e três corantes: um amarelo, o CI 15985, um vermelho, o CI 14700, e um verde, o CI 42053.
Declara dezasseis alergénios regulamentados, entre os quais a coumarin, o eugenol, o isoeugenol, o cinnamyl alcohol e o benzyl cinnamate. Nenhuma matéria natural figura com o seu nome. Uma versão anterior da lista indicava a benzophenone-3 em vez do ethylhexyl methoxycinnamate, e não incluía cinnamyl alcohol.
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