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Sílex

O sílex é uma rocha sedimentar formada por precipitação química, da família das sílicas. O sílex surge como um acidente no seio de uma rocha calcária. O sílex tem sempre uma forma muito irregular e vai mudando à medida da erosão, da ondulação ou ainda das correntes marinhas. O sílex preenche cavidades deixadas pelo calcário e, em seguida, cristaliza. O sílex faz parte da história de França, nomeadamente pelo seu papel durante a pré-história.

Da origem do sílex à perfumaria

Originalmente, o sílex era chamado «pedra de fogo» ou «pedra de espingarda» e era utilizado nos isqueiros. Mais tarde, o sílex passou a fazer parte do fabrico das ferramentas de caça. O cheiro do sílex é o cheiro da terra, do húmus: é um cheiro terroso, forte, húmido, potente, mas também um cheiro mineral. É este cheiro que é reproduzido olfativamente e que seduz os perfumistas atuais. Por enquanto, poucos narizes optaram por utilizar o sílex. O único grande perfumista a fazê-lo foi Jean-Claude Ellena, no perfume «Terre d’Hermès» da Hermès. Aqui, as notas de sílex conjugam-se com notas de citrinos, laranja e toranja. Entre terra e mar, Jean-Claude Ellena inovou e provou uma vez mais a sua audácia ao empregar o sílex, cujas propriedades ainda são pouco utilizadas.

O sílex tem uma história particular, muito ligada à origem da Terra. Conhecido desde tempos imemoriais, o sílex é atualmente utilizado em perfumaria. Por enquanto, não foi muito explorado, mas oferece um enorme potencial.

Os perfumes com a nota Sílex